IPRB

IGREJA PRESBITERIANA RENOVADA DO BRASIL

Presbitério São Paulo Zona Norte

PASTORES E REBANHO: SERVINDO COM HUMILDADE - 1ª Pedro 5: 1-5

INTRODUÇÃO Pedro, o apóstolo de Cristo e testemunha do sofrimento de Jesus, volta seus olhos agora para a liderança da igreja. Depois de exortar os cristãos a suportarem o sofrimento, agora ele fala aos pastores e aos membros, mostrando como a igreja deve permanecer firme debaixo da pressão. “Rogo, pois, aos presbíteros que há entre vós...” (v.1) Ele não fala de cima para baixo, mas como um irmão que também serve, um pastor que conhece o peso e a alegria do ministério. A firmeza da igreja em tempos difíceis depende muito de pastores fiéis, mas também de ovelhas humildes. Por essa razão, hoje o tema do nosso sermão é: PASTORES E REBANHO: SERVINDO COM HUMILDADE 1 – UM CHAMADO À LIDERANÇA PASTORAL (v.1). “Rogo, pois, aos presbíteros que há entre vós, eu, presbítero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e ainda coparticipante da glória que há de ser revelada.” 1.1 - Pedro mostra três características de um verdadeiro líder espiritual: 1ª – Identificação: “presbítero como eles”, ele não se coloca acima, mas entre os pastores; é um servo entre servos. 2ª – Testemunho: “testemunha dos sofrimentos de Cristo”, aqui ele fala com autoridade como quem viu o exemplo supremo do Pastor dos pastores. 3ª – Esperança: “coparticipante da glória” Pedro serve ao Senhor olhando para o futuro, para a recompensa eterna. 1.2 - Pedro ensina que a autoridade pastoral não vem de posição, mas de exemplo. 1.3 - O pastor que segue o modelo de Cristo lidera com humildade e não com orgulho, lidera através do exemplo e não com a imposição. 1.4 - A autoridade espiritual nasce do serviço fiel e do testemunho de vida. 2 – APASCENTANDO O REBANHO DE DEUS (v.2). “Pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas voluntariamente, como Deus quer; nem por torpe ganância, mas de boa vontade.” 2.1 - Pedro usa o verbo “pastorear”, que carrega duas ideias: cuidar e conduzir. 2.2 - O pastor não é dono das ovelhas, elas pertencem a Deus: “o rebanho de Deus que há entre vós.” 2.3 - Ele mostra aqui três atitudes que devem caracterizar o ministério pastoral: 1º - Serviço voluntário: “não por constrangimento, mas voluntariamente” pastorear deve ser um privilégio, não um fardo. 2º - Motivação pura: “nem por torpe ganância, mas de boa vontade”, o ministério não é meio de lucros, mas de expressão de amor. 3º - Cuidado fiel: “como Deus quer”, isto significa que o padrão deve ser divino e não humano. 2.4 - O pastor é chamado a servir, não a ser servido. 2.5 - Quem vê o rebanho como posse, perde o coração de Cristo. 2.6 - O ministério verdadeiro é movido pelo amor, não pela ambição. 3 – LIDERANDO PELO EXEMPLO (v.3). “Nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho.” 3.1 - Pedro agora contrasta dois estilos de liderança: 1º - Dominadores: líderes autoritários, que impõem medo e controlam as pessoas. 2º - Modelos: líderes exemplares que inspiram confiança e apontam para Cristo pelo exemplo de vida. 3.2 - O pastor fiel não é um chefe, mas é um exemplo vivo da graça. 3.3 - Isso importa porque as ovelhas seguem mais o que o pastor faz do que o que ele fala. 3.4 - A influência espiritual é conquistada pelo testemunho visível de integridade, amor e humildade. 3.5 - O rebanho precisa ver Cristo no pastor mais do que ouvir sobre Cristo através dele. 4 – A RECOMPENSA DO PASTOR FIEL (v.4). “E, quando se manifestar o Supremo Pastor, recebereis a imarcescível coroa da glória.” 4.1 - Pedro lembra aos pastores que há um Pastor acima de todos os pastores, o “Supremo Pastor”, Jesus Cristo. 4.2 - Ele é o modelo, o dono do rebanho e o galardoador dos servos fiéis. 4.3 - A expressão “Coroa da glória”, é o símbolo da recompensa eterna, incorruptível, imarcescível e gloriosa. 4.4 - O verdadeiro pastor não busca aplausos terrenos, mas a aprovação do Supremo Pastor. 4.5 - Portanto, sirva com os olhos no céu. 4.6 - A recompensa do pastor não está em títulos, mas no sorriso de Cristo. 4.7 - O ministério vale a pena porque o Supremo Pastor é fiel para recompensar. 5 – SUBMISSÃO E HUMILDADE NO REBANHO (v.5). “Semelhantemente, vós, jovens, sede submissos aos que são mais velhos; e, no trato de uns com os outros, cingi-vos todos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.” 5.1 - Pedro amplia a exortação: agora fala aos membros da igreja, especialmente aos mais jovens, para que vivam com espírito submisso e coração humilde. 5.2 - “Cingi-vos de humildade”, imagem de quem se veste para servir (como Jesus ao lavar os pés dos discípulos). 5.3 - “Deus resiste aos soberbos”, o orgulho é repelido pela presença divina. 5.4 - “Mas dá graça aos humildes”, a humildade é o terreno onde a graça floresce. 5.5 - A igreja saudável é aquela onde pastores servem com humildade e ovelhas se submetem com alegria. 5.6 - A humildade é como um agradável perfume que mantém a comunhão viva. 5.7 - Onde tem humildade, tem graça e a presença de Deus; mas onde há orgulho, há resistência a Deus. CONCLUSÃO Pedro conclui mostrando que a firmeza da igreja depende da humildade dos seus líderes e da obediência do rebanho. Portanto: O pastor deve servir com humildade e exemplo (v.1); O pastor deve apascentar o rebanho com amor e pureza de motivação (v.2); O pastor deve Liderar pelo exemplo, não pela imposição (v.3); O pastor deve esperar a recompensa do Supremo Pastor (v.4); “E, quando se manifestar o Supremo Pastor, recebereis a imarcescível coroa da glória.” (1Pe 5:4) Já, a igreja deve viver em submissão e humildade (v.5). A igreja deve honrar seus líderes e colaborar na obra do Senhor com espírito submisso e grato. “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.” (1Pe 5:5) A verdadeira igreja de Cristo é composta por pastores que servem com humildade e por membros que vivem em submissão, onde todos estão servindo debaixo da graça de Deus.